Janeiro Branco: Acolher também é cuidado em saúde mental Nem todo sofrimento faz barulho. Às vezes, ele pede presença.
- 6 de jan.
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Janeiro Branco não é apenas um convite à reflexão. É um chamado à escuta, ao acolhimento e à presença real.
Nem todo mundo em risco parece estar mal. Às vezes, parece apenas cansado, mais quieto, mais distante. E é justamente aí que o cuidado precisa começar.
Acolher não é diagnosticar. Não é salvar sozinho. É perceber, escutar e permanecer.
Acolher é oferecer espaço sem julgamento. É permitir que o outro exista como está, sem pressa para consertar.
Na saúde mental, acolhimento é:
escuta ativa
respeito ao tempo do outro
presença emocional
vínculo possível
Muitos sofrimentos não aparecem em crises explícitas. Eles se escondem no excesso de força, no silêncio prolongado, na rotina que segue funcionando enquanto algo interno se rompe.
Prestar atenção ao silêncio também é uma forma de cuidado.
Cuidar da saúde mental não é “pensar positivo” nem manter produtividade a qualquer custo.
Saúde mental se protege em:
relações possíveis
ambientes mais humanos
conversas que não exigem desempenho
Acolher é lembrar que ninguém deveria atravessar tudo sozinho.
Não é preciso grandes discursos. Às vezes, basta:
perguntar com cuidado
ouvir sem corrigir
nomear a preocupação
incentivar ajuda com respeito
Pequenas atitudes podem mudar trajetórias.
Janeiro Branco nos lembra que saúde mental não se sustenta no isolamento.
Acolher é um gesto simples, mas profundamente transformador.
Porque cuidado não é exagero. É presença.

Ser presença acolhedora, sempre 🤍